domingo, 29 de novembro de 2009

MINHA PRIMEIRA POESIA PUBLICADA

À VOCÊ

... sua singularidade me provoca,
seu afã de viver me faz perder o sono
seu sorriso transcendente perpassa os limites de minha razão

sua gargalhada agrada-me
seu abraço. Graceja-me
seu afago. Faz falta

Mas sua ausencia total me faria mais mal
contudo.. meu silencio pode expressar toda a paz
e a alegria que há em mim em tê-la logo ali
na outra rua; no outro lado; na outra praça;
no outro prédio; no outro pátio
na outra quadra; na outra classe
na outra casa; no outro outro

a alegria de tê-la; nem que seja nem tão perto
mas que seja

nem em tê-la "tão" tê-la.. mas tê-la

é sempre bom arriscar... nem que seja
para conseguir aquilo que quer ou que precisa

mesmo que seja ou que não seja..

JUVENTIUDE

Juventude, juventude... De quando em vez esqueço de mim na medida
em que me pego pensando em vós. Sois, pois, um grau de constelação
inexaurível que faz-me sorrir. Sois um Ser profícuo que externaliza, em mim,
a vontade de gritar e de ser feliz.

Juventude, juventude... Após contemplar-te algo mudou! O canto do sabiá;
o vôo do pitanguá já não são os mesmos... O balançar das águas salgadas do mar
e até o nadar dos peixes se apresentam mais gracejantes do que outrora apresentaram-se...

Juventude, juventude... Tens agora identidade, nome e sobrenome;
tens olhos envolventes e soberanos; cabelos ondeados e extensos;
tens dialeto pulcro e disciplinar; pele cor de jambo e um sorriso sedutor.

Juventude, juventude... Quisera que foste minha... Quisera estar contigo...

Quisera... Quisera... Quisera...tu o que queres?

Queres ficar comigo? Apaixonar-se comigo? Casar-se comigo?

Queres... Queres... Queres?


Contigo certamente faria jus o Loureiro a mim atribuído – por alguns.

Sem ti resta-me apenas a aspereza gélida da penha...


Abandono-me por Ti...
Amo-te.
Desejo-te...

Preciso que sejas eterna para mim...


Enquanto não a tenho, continuo a buscar-te
até o fim de minha vida. Pois tu a és...
JUVENTUDE