SUICÍDIO
Uma pesquisa efetuada pela turma de psicologia da faculdade salesiana de Vitória, fez-me perder o sono... O que é o suicídio?? Conheço alguém que efetuou um suicídio? O que penso sobre o suicídio? Existe vida após a morte?
O suicídio está na história sob diferentes ópticas que oscilam de acordo com a cultura emergente e com os estágios de existência de diferenciadas regiões. Dentre as muitas definições que se pode aplicar a esse ato, o do dicionário globo em uma expressão resume todo esse: “perder-se”.
É verdade que muitos motivos – psicológicos ou não- são estudados para conseguir uma resposta satisfatória que defina ou – por que não - resolva esse feito. Os sociólogos tentam explicar a partir de fatores sociais e culturais. Dentre estes, Emily Durkhein viu o suicídio no contexto da degeneração dos vínculos sociais e no aumento do isolamento dos indivíduos.
Será que as pessoas se matam por falta do outro ou por excesso do outro? Ou simplesmente por causa do outro? Não sei! Mas penso também eu, que a morte é possibilidade para todas as coisas.
Ou seja, uma vez que minha razão me desperta para o fato de que após a morte não posso construir mais nada, ela também me impulsiona a fazer tudo o que devo fazer em vida. Com isso, a morte é para mim também possibilidade... E quando eu a antecipo, abro mão de toda minha possibilidade – lembrando que minha liberdade pode fazer parte desse conjunto de possibilidade.
O ato de encerrar as possibilidades espontaneamente, pode ser compreendido também como um puro ato de covardia; é fugir da angústia, é acima de tudo um ato de total irresponsabilidade...
Um existencialista – Heidegger- depreende que a angústia manifesta o nada. Ela nos “suspende” pondo em fuga o ente e sua totalidade. É observável em seu pensamento uma ascensão de uma certa clara coragem que nos remete à um certo sacrifício possibilitando-nos viver suspenso – sem apego a nada. Com isso deve-se viver... E viver uma vida de suspensão é viver autenticamente...
Fugir dessa autenticidade significa também fugir de uma “possível liberalidade de anseios”...
Conheci uma pessoa que no ato de desespero renunciou a sua autenticidade. Perdeu-se sua vida. Conheço ainda outros mil que se suicidam todos os dias com uma espécie de suicídio indireto – nas drogas, marginalidade...
O que pode acontecer com esses após a morte é complexo explicitar com segurança, pois não há uma apreciação segura a se apegar. O que há após a morte? Para onde vamos?
A unificação dessa preocupação com adjetivos religiosos encontra-se primeiramente e claramente, no orfismo (religião que teve como fundador Orfeu e teve o seu apogeu na Grécia no séc. VI a.C). Desde então, as religiões e demais culturas defendem suas teorias, esquivando-se, contudo, de opiniões alheias as que depositam num ser superior a total finalidade.
A filosofia – até onde meu limitado conhecimento me permite chegar – não consegue responder com exatidão a questão que diz respeito à vida após a morte. Lembra-se amistosamente, das belas teorias agostinianas, porém, sabe-se que este, também fora teólogo, com isso, fica, pois desconfiável suas teorias por não serem –talvez – somente filosóficas. “Pode se falar de metafísica, mas toda metafísica vai depender muito mais da crença de cada um do que a outra coisa (Gudialace Oliveira)”.
Mantenho, pois, a idéia de que tudo o que se é apreendido pela nossa consciência, ou seja, tudo que se sabe não pode ser lançado num mero esquecimento.
Uma pesquisa efetuada pela turma de psicologia da faculdade salesiana de Vitória, fez-me perder o sono... O que é o suicídio?? Conheço alguém que efetuou um suicídio? O que penso sobre o suicídio? Existe vida após a morte?
O suicídio está na história sob diferentes ópticas que oscilam de acordo com a cultura emergente e com os estágios de existência de diferenciadas regiões. Dentre as muitas definições que se pode aplicar a esse ato, o do dicionário globo em uma expressão resume todo esse: “perder-se”.
É verdade que muitos motivos – psicológicos ou não- são estudados para conseguir uma resposta satisfatória que defina ou – por que não - resolva esse feito. Os sociólogos tentam explicar a partir de fatores sociais e culturais. Dentre estes, Emily Durkhein viu o suicídio no contexto da degeneração dos vínculos sociais e no aumento do isolamento dos indivíduos.
Será que as pessoas se matam por falta do outro ou por excesso do outro? Ou simplesmente por causa do outro? Não sei! Mas penso também eu, que a morte é possibilidade para todas as coisas.
Ou seja, uma vez que minha razão me desperta para o fato de que após a morte não posso construir mais nada, ela também me impulsiona a fazer tudo o que devo fazer em vida. Com isso, a morte é para mim também possibilidade... E quando eu a antecipo, abro mão de toda minha possibilidade – lembrando que minha liberdade pode fazer parte desse conjunto de possibilidade.
O ato de encerrar as possibilidades espontaneamente, pode ser compreendido também como um puro ato de covardia; é fugir da angústia, é acima de tudo um ato de total irresponsabilidade...
Um existencialista – Heidegger- depreende que a angústia manifesta o nada. Ela nos “suspende” pondo em fuga o ente e sua totalidade. É observável em seu pensamento uma ascensão de uma certa clara coragem que nos remete à um certo sacrifício possibilitando-nos viver suspenso – sem apego a nada. Com isso deve-se viver... E viver uma vida de suspensão é viver autenticamente...
Fugir dessa autenticidade significa também fugir de uma “possível liberalidade de anseios”...
Conheci uma pessoa que no ato de desespero renunciou a sua autenticidade. Perdeu-se sua vida. Conheço ainda outros mil que se suicidam todos os dias com uma espécie de suicídio indireto – nas drogas, marginalidade...
O que pode acontecer com esses após a morte é complexo explicitar com segurança, pois não há uma apreciação segura a se apegar. O que há após a morte? Para onde vamos?
A unificação dessa preocupação com adjetivos religiosos encontra-se primeiramente e claramente, no orfismo (religião que teve como fundador Orfeu e teve o seu apogeu na Grécia no séc. VI a.C). Desde então, as religiões e demais culturas defendem suas teorias, esquivando-se, contudo, de opiniões alheias as que depositam num ser superior a total finalidade.
A filosofia – até onde meu limitado conhecimento me permite chegar – não consegue responder com exatidão a questão que diz respeito à vida após a morte. Lembra-se amistosamente, das belas teorias agostinianas, porém, sabe-se que este, também fora teólogo, com isso, fica, pois desconfiável suas teorias por não serem –talvez – somente filosóficas. “Pode se falar de metafísica, mas toda metafísica vai depender muito mais da crença de cada um do que a outra coisa (Gudialace Oliveira)”.
Mantenho, pois, a idéia de que tudo o que se é apreendido pela nossa consciência, ou seja, tudo que se sabe não pode ser lançado num mero esquecimento.
E se, por ventura, houver um Todo Universal talvez este, possa dar-nos mais claramente a resposta...

Olá Wesley! Muito legal sua iniciativa! Seu blog já de início lança questões instigantes! O suicídio, vida após a morte... Questões que nos colocam diante dos limites da vida, diante dos abismos existenciais. E não podemos ignorá-las, elas estão sempre a nos provocar.
ResponderExcluirTudo fica um pouco mais complicado se levamos em conta as posturas religiosas que envolvem essas questões. Creio que nesse âmbito as posições pessoais devem ser respeitadas, porém devemos buscar sempre manter abertas as portas para o diálogo. Seu blog é um ótimo espaço para que isso aconteça!
Abraço forte meu querido amigo!
Izabel Lisboa
Oi Wesley!!! Como você está?!
ResponderExcluirAgora também tenho um Bloguinho! Vem conhecer!
Dia 20/08 deve começar uma Pós-graduação na Salesiana e acho que vou fazer.
Estou te esperando com Wil para uma omelete, viu?! Beijos!
Tia Bel